Acho que, a algum ponto das nossas vidas, já nos apeteceu fugir.
Agora é exactamente o que quero fazer.
Quero fugir da minha vida, deixar tudo para trás.
Quero largar as roupas já adaptadas à forma do meu corpo;
os copos que tantas vezes beijaram os meus lábios;
o perfume que tantas vezes se escondeu sob a minha pele.
Quero largar tudo.
Quero começar tudo de novo, anonimamente.
Ser mais uma pessoa na multidão imensa de uma grande cidade, que caminha, sem nome, nos passeios cinzentos e sem vida.
Quero sim, fugir.
Mas também quero cá ficar.
Quero dormir durante dias, ficar inconsciente, sem aperceber-me do que me rodeia.
Mas também quero cá ficar.
Quero dormir durante dias, ficar inconsciente, sem aperceber-me do que me rodeia.
Quero ficar alheia a tudo, quero tapar os meus ouvidos e não ouvir nada.
Mas quero ficar, eu quero ficar.
Quero-me ir embora sem ter que ir embora.
Mas quero ficar, eu quero ficar.
Quero-me ir embora sem ter que ir embora.
"Mãe, eu quero morrer mãe. Eu quero desnascer, ir-me embora, sem sequer ter que me ir embora."
e depois quando se parte começam as saudades, que deturpam tudo o que queriamos antes. e....linda martina méééén
ResponderEliminarmil obrigado, rafaela
ResponderEliminarmas sabe bem lê-lo, até porque me lembra coisas e sitios bonitos
ResponderEliminarJosé Mário Branco
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