Não há tempo, não há espaço.
Há um nós.
Há um eu e tu perdido no manto celestial do Universo.
Um tu e eu invisível a todos e a nós próprios.
Há um eu e tu perdido no manto celestial do Universo.
Um tu e eu invisível a todos e a nós próprios.
Ou não.
Provavelmente não existe um nós.
Nem um eu e tu.
Provavelmente não existe um nós.
Nem um eu e tu.
Nem um tu e eu.
Somos relativos a nós mesmos.
Um paradoxo constante nas linhas perpendiculares de um gráfico.
Somos duas linhas que se encontram no zero e se refugiam no nada.
O nosso amor é um veterano de guerra que sobreviveu à linha de fogo das nossas vidas.
Lutou com tudo mas terminou com nada.
Acabou abrigado na nossa demência.
Coitado, nunca mais será o mesmo.
Ou melhor, nunca mais será algo.
Ou melhor, nunca mais será algo.
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