rotten apple
Sometimes you have to be apart from people you love, but that doesn't make you love them any less. Sometimes it makes you love them even more.
domingo, 25 de novembro de 2012
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
erased
Um destes dias vi um filme, já recomendado há algum tempo por um amigo.«Eternal Sunshine of the Spotless Minds». Gostei do filme, sinceramente. Mas entretanto, não o percebi. A única coisa na qual eu conseguia pensar depois de o ver era "porque é que alguém iria querer apagar da memória alguém que amou, apesar de tudo?".
Por mais objecções e argumentos, já pensei bastante nisto e acho que realmente não faz sentido.
Por pior que tenha sido a relação, verdade seja dita: há sempre aqueles pequenos momentos, aquelas paragens de tempo onde a tua mente esvazia e a única coisa que interessa é aquela que está à tua frente. Uma troca de promessas, carícias, o momento em que amaste tanto que doeu. Ou dói.
E sim, sei que essas memórias são o pior de tudo. Mas não são.
Foste feliz. Amaste alguém e foste amado.
Não é algo que se queira esquecer, de todo.
Por mais objecções e argumentos, já pensei bastante nisto e acho que realmente não faz sentido.
Por pior que tenha sido a relação, verdade seja dita: há sempre aqueles pequenos momentos, aquelas paragens de tempo onde a tua mente esvazia e a única coisa que interessa é aquela que está à tua frente. Uma troca de promessas, carícias, o momento em que amaste tanto que doeu. Ou dói.
E sim, sei que essas memórias são o pior de tudo. Mas não são.
Foste feliz. Amaste alguém e foste amado.
Não é algo que se queira esquecer, de todo.
sábado, 20 de outubro de 2012
às vezes gosto de deprimir. eu sei que parece ridículo, eu própria o assumo. quer dizer, eu não sei o que é a depressão no seu verdadeiro e profundo sentido, só que parece o termo mais adequado.
é que quando "deprimo" ouço música deprimente, música com história, que alimenta ainda mais a "depressão".
daí eu parto para as memórias; e adoro.
adoro lembrar-me daquela noite em que tudo era jovem, despreocupado, sem responsabilidades. e vivemos como loucos, como os loucos e jovens que devíamos ser;
adoro lembrar-me das noites de cinema, em que ria como se amanhã fosse o fim do mundo e eu tivesse que rir tudo hoje;
adoro lembrar-me de quando vos conheci; adoro aperceber-me de como não consigo fazer mais amigos porque sinto como se fosse uma traição;
adoro lembrar-me dos meus 18 anos. loucura, loucura;
adoro estas memórias. são memórias, mas fazem-me feliz. fazem-me feliz porque sei que podem existir muitas mais. sei que vão existir muitas mais.
é a minha família. são a minha família. e por eles faria o impossível.
todos os dias agradeço a vossa presença na minha vida.
uns vão, outros ficam; vocês vieram e não vão embora, e ainda bem que assim é.
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
domingo, 12 de agosto de 2012
segunda-feira, 25 de junho de 2012
dilacerou-se à minha frente. eu, impotente, inerente ao acontecimento, assisti desde o início. rasgou-se em inúmeros panos que ficaram no chão, prontos a ser (re)calcados por quem os separou. prontos a fazerem de tapete aos que caminham em cima da nossa consciência, evitando sujar os próprios sapatos. proliferei-me em mil ventos e desencadeei uma luta de tormentos. grandes deuses disputam agora por atenções e pregam as suas doutrinas - contudo nunca tomei posições.
"dois lobos lutam. esses dois lobos são o Mal e o Bem.", "qual deles ganha?"
"o que alimentares", já dizia o outro.
tem razão.
sonhos inebriantes cortam-me a respiração à medida que adormeço. susceptíveis a serem intercalados por murmúrios tristes e solitários de almas cujo coração amou alguém uma vez, reproduzem, uma e outra vez, a intensidade do teu olhar. o modo como eles fitam os meus é tresloucado. então os murmúrios tristes e solitários de almas cujo coração amou alguém uma vez desvanecem na noite com os fantasmas de um amor que outrora ardia no escuro. no final é a isso que tudo se resume. uma chama apagada, deixando para trás um cheiro a fim.
"dois lobos lutam. esses dois lobos são o Mal e o Bem.", "qual deles ganha?"
"o que alimentares", já dizia o outro.
tem razão.
sonhos inebriantes cortam-me a respiração à medida que adormeço. susceptíveis a serem intercalados por murmúrios tristes e solitários de almas cujo coração amou alguém uma vez, reproduzem, uma e outra vez, a intensidade do teu olhar. o modo como eles fitam os meus é tresloucado. então os murmúrios tristes e solitários de almas cujo coração amou alguém uma vez desvanecem na noite com os fantasmas de um amor que outrora ardia no escuro. no final é a isso que tudo se resume. uma chama apagada, deixando para trás um cheiro a fim.
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