sábado, 20 de outubro de 2012


às vezes gosto de deprimir. eu sei que parece ridículo, eu própria o assumo. quer dizer, eu não sei o que é a depressão no seu verdadeiro e profundo sentido, só que parece o termo mais adequado.

é que quando "deprimo" ouço música deprimente, música com história, que alimenta ainda mais a "depressão".
daí eu parto para as memórias; e adoro.
adoro lembrar-me daquela noite em que tudo era jovem, despreocupado, sem responsabilidades. e vivemos como loucos, como os loucos e jovens que devíamos ser;
adoro lembrar-me das noites de cinema, em que ria como se amanhã fosse o fim do mundo e eu tivesse que rir tudo hoje;
adoro lembrar-me de quando vos conheci; adoro aperceber-me de como não consigo fazer mais amigos porque sinto como se fosse uma traição;
adoro lembrar-me dos meus 18 anos. loucura, loucura;
adoro estas memórias. são memórias, mas fazem-me feliz. fazem-me feliz porque sei que podem existir muitas mais. sei que vão existir muitas mais.
é a minha família. são a minha família. e por eles faria o impossível.
todos os dias agradeço a vossa presença na minha vida.
uns vão, outros ficam; vocês vieram e não vão embora, e ainda bem que assim é.

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