As ruas abstractas, nas quais a vida caminha sem destino.
Deambula por entre pessoas sem cara, sem propósito de existência.
Coitadas, sem destino.
Os transeuntes pisam os paralelos meticulosamente encaixados, que, pobres deles, não os levam a lado nenhum.
Eles acham que têm cara, mas não têm nada.
São só peões que caminham nas ruas abstractas, onde a vida deambula, dia e noite, sem destino.
Sem uma casa para onde regressar, sem ninguém que a espere.
E, entre os dias que voam, os transeuntes acabaram por ser devorados pelo próprio pai, sem que este o consiga evitar.
Pobres coitados
Que caminham nos paralelos encaixados
Na direcção da morte.
Porque as ruas abstractas ensinam o caminho para o fim da vida.
Que não tem destino.
Deambula por entre pessoas sem cara, sem propósito de existência.
Coitadas, sem destino.
Os transeuntes pisam os paralelos meticulosamente encaixados, que, pobres deles, não os levam a lado nenhum.
Eles acham que têm cara, mas não têm nada.
São só peões que caminham nas ruas abstractas, onde a vida deambula, dia e noite, sem destino.
Sem uma casa para onde regressar, sem ninguém que a espere.
E, entre os dias que voam, os transeuntes acabaram por ser devorados pelo próprio pai, sem que este o consiga evitar.
Pobres coitados
Que caminham nos paralelos encaixados
Na direcção da morte.
Porque as ruas abstractas ensinam o caminho para o fim da vida.
Que não tem destino.