quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Dear 30yo me

Dear 30 yo me:
- I hope you get rid of this blog. I know you liked it when you were 17, but it's really lame. Other wise keep it so you can read this letter and laugh loudly at your own stupidity.
- I hope you have a good job, as lawyer, because that's what you love to do.
- I hope you have money and a nice house. Ouh, I seriously hope you have a small room with pillows and puffs and lava lamps and crazy shit like that so you can have a little and cosy spot to share with friends. Oh, and a mini-fridge with sammiches and spicy sausages and things like that. We can't forget the nice garden with a pool and barbecue, so you can have sunset parties in the pool with lots of meat and love.
- I hope you finally learned how to play the piano. Really!
- I hope you have invested your money in a bar that, besides cool and very enjoyable, gives concerts every single week.
- I hope you find a man with a fucking awesome beard and a sexy beer belly, who likes the same stuff you do, who enjoys the same music you do, and goes to music festivals and concerts with you - because it's very romantic.
- I hope you've already gone to Australia. If you don't, book the tickets right after you read this.
- I hope you've already seen (at least!) half of the bands you like. This is a priority.
- I hope you like the future better than I do right now. It's fucking scary.
- And mostly, I hope you're a good person. Not some greedy bitch who likes her job better than her life. Really. I hope you help elder, young, every kind of people.
 

And I seriously hope that you can do some diference in the world. At least for your own world.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

desabafo (2)

a minha mente sente-se como um armazém abandonado utilizado como uma oficina de carnificina.
tenho uma vontade extensa de estrangular a maior parte das caras que o meu cérebro reconhece.
hipócritas, falsos, mesquinhas... tantos adjectivos que flutuam no sangue efervescente do meu cérebro só para destacar uma coisa.
os meus glóbulos vermelhos (sim, só os meus glóbulos vermelhos - eu gosto de vermelho) choram de ansiedade e deixam a minha corrente sanguínea numa loucura temporária.
não, não sou nenhuma assassina ou algo derivado, nem sinto simpatia com o dito sangue.
às vezes custa-me tanto a permanência no meio destes incultos que: ora consomem o meu oxigénio, ora o poluem.
estas criaturas que, apesar de terem acesso tão facilitado a informação, apesar de terem acesso tão facilitado à educação, apesar de terem condições que à alguns anos não havia, não dão valor nenhum!
são criaturas incrivelmente estúpidas, sem cultura e não se esforçam para evitarem a (ainda mais) degradação do que é a geração actual.
(e eu só penso no que será dos meus filhos se isto continuar da forma que está)

não, não me acho melhor que ninguém nem sou pessoa de dizer assim estas coisas, mas há dias em que a estupidez ultrapassa limites cósmicos e surge a vontade de correr com toda a gente à chapada.
há dias em que me apetece matar toda a gente (não fisicamente, eu ia presa e os meus pais não iam gostar) e desfrutar do silêncio -temporário- da estupidez caótica do dia-a-dia.



agora, um momento de paz:

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

purple sunsets


«There was a magic about the sea. People were drawn to it. People wanted to love by it, swim in it, play in it, look at it. It was a living thing that as as unpredictable as a great stage actor: it could be calm and welcoming, opening its arms to embrace it's audience one moment, but then could explode with its stormy tempers, flinging people around, wanting them out, attacking coastlines, breaking down islands. It had a playful side too, as it enjoyed the crowd, tossed the children about, knocked lilos over, tipped over windsurfers, occasionally gave sailors helping hands; all done with a secret little chuckle»
Cecelia Ahern, The Gift


contos de mentes cansadas


.vácuos brancos que se sentam no parapeito de janelas a assobiar aos mosquitos que tomam cafés em folhas de papel previamente escritas por alguém que quiçá voou em céus azuis cor de cordéis sem cor porque o tempo passa e ninguém dá conta.
.a espiral de relva de jardim assentou em água turva, com vista para as montanhas tortas no horizonte, perpendiculares a sonhos esquecidos que adormeceram no colo de quem os criou.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

sinto-me tão morta que tenho medo de estar morta e de não o saber