quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

desabafo (2)

a minha mente sente-se como um armazém abandonado utilizado como uma oficina de carnificina.
tenho uma vontade extensa de estrangular a maior parte das caras que o meu cérebro reconhece.
hipócritas, falsos, mesquinhas... tantos adjectivos que flutuam no sangue efervescente do meu cérebro só para destacar uma coisa.
os meus glóbulos vermelhos (sim, só os meus glóbulos vermelhos - eu gosto de vermelho) choram de ansiedade e deixam a minha corrente sanguínea numa loucura temporária.
não, não sou nenhuma assassina ou algo derivado, nem sinto simpatia com o dito sangue.
às vezes custa-me tanto a permanência no meio destes incultos que: ora consomem o meu oxigénio, ora o poluem.
estas criaturas que, apesar de terem acesso tão facilitado a informação, apesar de terem acesso tão facilitado à educação, apesar de terem condições que à alguns anos não havia, não dão valor nenhum!
são criaturas incrivelmente estúpidas, sem cultura e não se esforçam para evitarem a (ainda mais) degradação do que é a geração actual.
(e eu só penso no que será dos meus filhos se isto continuar da forma que está)

não, não me acho melhor que ninguém nem sou pessoa de dizer assim estas coisas, mas há dias em que a estupidez ultrapassa limites cósmicos e surge a vontade de correr com toda a gente à chapada.
há dias em que me apetece matar toda a gente (não fisicamente, eu ia presa e os meus pais não iam gostar) e desfrutar do silêncio -temporário- da estupidez caótica do dia-a-dia.



agora, um momento de paz:

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