Insignificante perante aquele que amo pois sei que nunca hei-de ter a hipótese de segurar o peso do seu amor, coisa que faria com todo o meu agrado.
Sinto-me doente. Doente de ciúme. Este sentimento surge como que uma arma letal, que, lentamente, vai degradando o meu físico. e mais tarde, aniquilando o que resta do meu ser psicológico,
E já o sinto, o início do verdadeiro sofrimento. Corrói, e dói, dói muito. Uma dor mais que incómoda percorre todo o meu ser e faz questão de evidenciar, em letras bem grandes, que aquele que segura inconscientemente todo o meu amor se pode entregar a outra pessoa que não eu.
Sinto-me como que a deteriorar cada vez que isso me corre pela mente. Gostava de me poder entregar a ti de peito feito e poder suportar qualquer consequência mas não consigo.
Pensava eu que sofrer de amor era coisa do século passado, ou até um cliché. Cliché até eu o sentir, até eu provar do veneno que intoxicou muita gente. Gente essa que sofreu tanto ou ainda mais que eu.
Sonhar, neste momento,é como uma caminhada consciente para o suicídio da alma. A queda do sonho para a realidade é longa, dura e dolorosa. Dói cair na realidade e saber que nunca estarás comigo quando eu mais precisar, dói saber que não é no teu ombro que vou chorar quando a vida me fizer tropeçar nos meus próprios pés.
E de nada vale ficar aqui a lamentar por entre palavras pois cada letra que aqui escrevo é um acrescento à minha dor. E pouco tardará até eu assistir ao desfalecer, por entre tanta dor, tanta mágoa, tanta esperança vã, do meu próprio corpo, mente e alma.
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