Custa acreditar no tempo
que perdemos com o futuro
nas nossas mãos.
No baloiço das árvores
No baloiço das árvores
puras, nas árvores que curam.
O céu onde voo de noite,
para longe daqui, com
o passado acorrentado às minhas
asas, está desmaiado, apagado.
O sol onde me queimei múltiplas
vezes, onde múltiplas vezes caí no mesmo
erro, está mais brilhante que nunca.
O fantasma que me pertence,
que se apegou a mim e
se alimenta lentamente da melancolia
da sala, retirou-se em debandada.
Estou perdida entre tanta
urbanização; leva-me daqui,
por favor.
Fiquemos eternamente
aconchegados nas grandes
mãos que cobrem o
nosso mundo.
Porque sim.
O céu onde voo de noite,
para longe daqui, com
o passado acorrentado às minhas
asas, está desmaiado, apagado.
O sol onde me queimei múltiplas
vezes, onde múltiplas vezes caí no mesmo
erro, está mais brilhante que nunca.
O fantasma que me pertence,
que se apegou a mim e
se alimenta lentamente da melancolia
da sala, retirou-se em debandada.
Estou perdida entre tanta
urbanização; leva-me daqui,
por favor.
Fiquemos eternamente
aconchegados nas grandes
mãos que cobrem o
nosso mundo.
Porque sim.
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